sábado, 10 de diciembre de 2011

PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO (2).


-Como ya saben mis sufridos lectores, la lusofilia (Portugalitis aguda le dicen algunos) confesa constituye un todo en mí, ya sea sentimental, espiritual, intelectual, cultural....

Hacía tiempo que no me atrevía a escribir en la dulcísima lengua del otro lado del Guadiana. No obstante, ahora que estoy de profesor de portugués en la América del Sur, el recuerdo del extremo occidente ibero me ensordece con fresca bondad. Son tantos viajes, tantas anécdotas, tantos buenos amigos... Y siempre en mi mente cunde la admiración conjugada con la más sana y sincera saudade.

Por todo ello, por ese decurso que felizmente me persigue, me atrevo a transcribir mis últimos versos para vds., cerrando los ojos de emoción:


POEMA DOS OLHOS FECHADOS.

Portugal! Quando em ti penso,
fecho os meus olhos,
e o meu coração sinceramente chora...


Portugal! Tenho algo do teu sangue,
aliás, eu conheço a tua expressão,
não se pode viver sem ti,
a saudade bate em mim.


Portugal! O meu sentimento nunca morre,
pelo contrario, floresce, renova-se a cada dia.
Não deixo, pois, de lembrar-te, de pensar-te,
de sentir-te... De amar-te!


Portugal, eu quero-te muito,
e ao longe, olhando o mar quiser...
Quiser estender os meus braços,
e saudar-te no teu chão.


Portugal, sinto-me cavaleiro de Fátima,
tenho espada de água e vinho da terra,
mas não te tenho perto...