domingo, 6 de mayo de 2012

SAUDADE DE PORTUGAL (II).

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ATINGIR

Poesia feita na minha estância em Coimbra.

Atingir um sonho irresistível,
Que chega como a luz à janela,
Que traz o amanhecer todo,
Coroando sinais de natureza.


Atingir o fogo espancado,
Na ponte do rio da saudade,
Achando só eu, como sei,
Nostalgia dura, conforto, verdade.


Atingir uma raiz aportuguesada,
No silencio da legião de ideias,
Atingir a pátria vizinha e irmã,
Sem ser minha pátria, nao é alheia!


Atingir a real liberdade,
Atingir o saber da tradição,
Atingir os caminhos do mar,
Fugindo numa limpa sensação.


Atingir as fortes escadas da vida,
Ainda no dia mais cinzento,
Atingir o calor da luta,
Em seu mais doce momento.


Atingir o verbo mais quente,
Na hora que está a precisar,
Atingir a ajuda para quem sofre,
Atingir o sorriso de Portugal.


Atingir a justiça num machado,
Que porte um sentimento bem fadista,
Atingir o fresco da cerveja,
Numa boa noite artista!


Atingir, atingir... Tantas, quantas coisas!
Nesta vida de aguardente afogado,
Em baixo do sol dos perigos,
Que resiste a ser enforcado.



SAUDADE DE PORTUGAL.

PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO 

PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO (2).

PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO (3).