viernes, 1 de junio de 2012

SAUDADE DE PORTUGAL (III).



QUANDO O SILENCIO É MELHOR

Acho inutéis as palavras,
Quando o silêncio é melhor,
É melhor, pois, quando,
Só podes sentir dor.


O silêncio é melhor,
No mar da saudade;
Juntando com as lembranças,
Grandes peças de sinceridade.


Prefiro pensar, pois,
Nos pastéis de Belém,
Nas nozes e na nata,
Na tardinha e no café.


Quando o silêncio é melhor,
Chego às ideias fortes,
Que marcham poderosas,
Como imperiais coortes.


Quando o silêncio é melhor,
Então, o sonho vem,
Sonho da própria pátria,
Ou o sonho sempre d'além.


A imaginaç
ão deita
Uma legião de sentimentos,
Acho inúteis as palavras,
Quando melhor é o silêncio.


O silêncio do que falava,
Arlindo Veiga dos Santos,
Entretanto, descobre-se,
A novidade da tradiç
ão.


O silêncio melhor:
Fátima, noite, passeio;
Essa é a melhor fórmula,
Para cativar-se no misterio.


Quando o silêncio é melhor,
Acho inutéis as palavras,
Só quero sentir, pois,
Uma paixão lusitana.


Acho inutéis as palavras,
Quando fico preso da dor,
Dor de não estar agora,
No Portugal de meu amor.




PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO 


PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO (2).


PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO (3).



 SAUDADE DE PORTUGAL.


SAUDADE DE PORTUGAL (II).