QUANDO O
SILENCIO É MELHOR
Acho inutéis as palavras,
Quando o silêncio é melhor,
É melhor, pois, quando,
Só podes sentir dor.
O silêncio é melhor,
No mar da saudade;
Juntando com as lembranças,
Grandes peças de sinceridade.
Acho inutéis as palavras,
Quando o silêncio é melhor,
É melhor, pois, quando,
Só podes sentir dor.
O silêncio é melhor,
No mar da saudade;
Juntando com as lembranças,
Grandes peças de sinceridade.
Prefiro pensar, pois,
Nos pastéis de Belém,
Nas nozes e na nata,
Na tardinha e no café.
Quando o silêncio é melhor,
Chego às ideias fortes,
Que marcham poderosas,
Como imperiais coortes.
Quando o silêncio é melhor,
Então, o sonho vem,
Sonho da própria pátria,
Ou o sonho sempre d'além.
A imaginação deita
Uma legião de sentimentos,
Acho inúteis as palavras,
Quando melhor é o silêncio.
O silêncio do que falava,
Arlindo Veiga dos Santos,
Entretanto, descobre-se,
A novidade da tradição.
O silêncio melhor:
Fátima, noite, passeio;
Essa é a melhor fórmula,
Para cativar-se no misterio.
Quando o silêncio é melhor,
Acho inutéis as palavras,
Só quero sentir, pois,
Uma paixão lusitana.
Acho inutéis as palavras,
Quando fico preso da dor,
Dor de não estar agora,
No Portugal de meu amor.
PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO
PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO (2).
PORTUGAL: SEMPRE NA INSPIRAÇÃO (3).
SAUDADE DE PORTUGAL.
SAUDADE DE PORTUGAL (II).