sábado, 7 de septiembre de 2013

POEMAS EM PORTUGUÊS (XII)


O MEU SUL
Ó Algarve da minha vida,
da minha saudade, da minha lembrança,
Algarve, vizinho da minha terra,
do sul da Espanha...


Eu fico como um velho fidalgo,
olhando a tua costa, sempre azul,
tua areia, sempre branca,
Algarve: És o meu sul.


Teus pinhais, tuas lojas, e esses
cheiros de carne, peixe, arroz e café...
Tenho angústia, terra irmã, porque sei
que estou muito longe e não te posso ver...


Ai, Algarve do fado e do fandango (corridinho?),
levo sempre uma correntinha da Virgem de Fátima,
que minha mãe comprou no teu chão, de
recordação tao linda que me provoca lágrimas.


Lembro a antiga fronteira (E alfândega),
tenho sempre a tua imagem gravada,
e és sempre uma máxima inspiração,
Algarve, sou como tua criança adoptada.


Quero voltar cedo, ou já!
E desde Castro Marim enxergar-te inteiro,
com a Andaluzia, então, o meu sul,
o meu sul já tenho.